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Microfone sem fio para evento: de mão, headset ou lapela?

5 min de leituraPor IS Locações e Eventos

Cases da IS Locações com o rack de receptores sem fio Shure SLX-D ao lado da mesa de som

Na hora de pedir o som do evento, quase sempre aparece a pergunta: quantos microfones sem fio, e de que tipo? Microfone de mão, headset e lapela resolvem situações diferentes. Escolher bem deixa a voz mais clara, evita microfonia e deixa quem fala mais à vontade. Veja como cada um funciona e quando usar.

Como funciona o microfone sem fio

Todo microfone sem fio tem duas partes. O transmissor fica com quem fala e manda o sinal por rádio. O receptor fica na técnica, ligado à mesa de som, e recebe esse sinal.

O transmissor pode ser o próprio microfone de mão, chamado de bastão, com a bateria e a antena dentro do corpo. Ou pode ser um bodypack, uma caixinha presa na cintura ou no bolso, onde se liga um headset ou um microfone de lapela por um cabo fino.

Na IS, os sistemas sem fio são da Shure. O Shure SLX-D tem microfones de mão e transmissores bodypack para headset e lapela. Em eventos com muitos sem fio, entra o Shure Axient Digital, com receptores de 2, 4 e 8 canais.

Microfone de mão

É o mais conhecido: a pessoa segura o microfone e fala ou canta perto dele. Como a cápsula fica direcionada para a boca, ele capta bem a voz e pouco do som em volta.

Vale para:

  • Cantores e ministros de louvor
  • Apresentadores e mestres de cerimônia
  • Perguntas da plateia, passando o microfone de mão em mão
  • Discursos curtos, brindes e homenagens em casamentos

O ponto fraco é que ocupa uma das mãos. Quem precisa gesticular, mexer no computador da apresentação ou tocar um instrumento fica limitado. E a voz muda de volume quando a pessoa afasta o microfone da boca sem perceber.

Headset

O headset é o microfone de cabeça: uma haste leve leva a cápsula até perto da boca, presa na orelha ou atrás da nuca. As mãos ficam livres e a distância entre a boca e o microfone não muda, mesmo com a pessoa andando ou virando o rosto.

Por ficar tão perto da boca, ele capta a voz com mais força do que o som das caixas, o que ajuda a evitar microfonia em palestras com o palestrante andando perto do PA.

Na IS há três modelos:

  • DPA 4088: leve e discreto, com a voz clara mesmo para quem fala andando pelo palco. É usado com os transmissores bodypack.
  • Shure SM35: preso atrás da nuca, bom para quem canta tocando, dança ou dá aula.
  • Shure MX153: de orelha, quase invisível de longe, muito usado em pregações, palestras e apresentações filmadas.

Vale para palestras, convenções, pregações, aulas, teatro, dança e para o cantor que toca violão ou teclado.

Lapela

O microfone de lapela é pequeno e preso na roupa, na altura do peito, com o cabo escondido até o bodypack. É o mais discreto dos três, por isso aparece muito em entrevistas, gravações e transmissões.

Como fica mais longe da boca do que o headset, ele capta a voz com menos força. Em ambientes com som alto, ou com a pessoa perto das caixas, há mais risco de microfonia e de a voz ficar baixa no meio do resto. Também pode captar o atrito da roupa, de colar ou de crachá se não for bem posicionado.

Vale para entrevistas, painéis com pessoas sentadas, gravações em vídeo e falas em ambiente mais silencioso. Para palestra em auditório com caixas fortes, o headset costuma render mais.

Qual escolher para cada tipo de evento

  • Casamento: lapela ou headset discreto para o celebrante, e microfone de mão para a música e para os discursos na recepção.
  • Palestra e evento corporativo: headset para quem apresenta, microfone de mão para o mestre de cerimônia e para as perguntas da plateia.
  • Culto e conferência: headset para quem prega, microfones de mão para o louvor.
  • Show: microfone de mão para quem canta, e headset para quem canta tocando ou dançando.
  • Painel com várias pessoas: um microfone por pessoa, de mão ou de lapela, conforme a mesa e a gravação.

Muitos eventos misturam os três. O que importa é contar quantas pessoas falam ao mesmo tempo e quem precisa das mãos livres.

Cuidados que fazem diferença no dia

  • Um sem fio para cada voz que fala ao mesmo tempo. Dividir o mesmo microfone entre duas pessoas funciona em discurso, mas não num diálogo.
  • Teste antes do público chegar. O técnico confere o sinal em todo o espaço, inclusive nos pontos onde a pessoa vai andar.
  • Baterias carregadas ou novas. O técnico troca ou recarrega antes de começar e acompanha o nível pelo receptor.
  • Antenas em espaços grandes. Em ginásios, arenas e técnicas longe do palco, a antena direcional Shure UA874 aumenta o alcance e a estabilidade do sinal.

Na IS a operação faz parte da locação: o técnico de som monta os receptores, confere as frequências, posiciona o headset ou a lapela em quem vai falar e acompanha tudo durante o evento.

O que mandar no pedido de orçamento

Para a IS indicar os microfones certos, mande pelo WhatsApp:

  1. Data, cidade e local do evento
  2. Tipo de evento e número de pessoas
  3. Quantas pessoas falam ou cantam, e quantas falam ao mesmo tempo
  4. Quem precisa das mãos livres (palestrante, quem prega, quem canta tocando)
  5. Se o evento vai ser gravado ou transmitido

Com isso a equipe define quantos sistemas sem fio e de que tipo, junto com o resto da locação de som. Se o espaço for grande, vale ler também quando o line array vale a pena.

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